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Curso de Arte Italiana: L'impossibile - O Renascimento Italiano

 




Unidade
Niterói

Av. Presidente Roosevelt 1063
São Francisco

Calendário do curso
de 18 de Outubro a 22 de Novembro de 2014

Horário
Sábados das 15h30 às 17h30

Professor
Marcello Maria Perongini

Valor: R$ 290,00 + R$ 60,00 de matrícula e material didático digital

Descontos
não

Aulas em língua portuguesa

Inscrições PRESENCIAIS apenas nas secretarias do IIC Rio de Janeiro

Pagamento
apenas à vista (cheque, dinheiro, cartão de débito e de crédito)







"Non si debba desiderare lo impossibile"
[Não se deveria desejar o impossível] – Leonardo da Vinci
Código 2176 (Paris Manuscrito E), Institut de France, Paris, França.

O que há de impossível no Renascimento italiano?

Na verdade, como um dos momentos mais investigados e desmembrados da História da Arte pode ser objeto de um questionamento como esse?

O fato é que sem o Renascimento, provavelmente, hoje não teríamos as condições - sociais, econômicas, políticas e culturais - para nos colocar essa questão. Viveríamos uma realidade humana carente de “perspectivas” (lá vai uma palavra-chave...) e, de fato, estaríamos diante de um paradoxo, uma charada cuja solução remete e justifica seu próprio enunciado.

A chave disso tudo, no entanto, está mais perto de nós do que podemos imaginar: é um problema de "contemporaneidade".

Para o Aurélio, o termo “contemporaneidade” é a qualidade própria do que é contemporâneo. Isso, de certo, não nos adianta grande coisa e precisamos nos aprofundar na definição deste verbete correlato: "Contemporâneo: Que é do mesmo tempo, que vive na mesma época".

Toda definição de uma época implica a existência, portanto, de suas "contemporaneidades", isto é, dos eventos, das personalidades e das histórias - com a inicial minúscula - que a marcaram e a entregaram depois à História, aquela com a letra maiúscula.

Ainda, também é certo que toda época produz causas cujos efeitos reverberam nos anos, décadas ou até mesmo séculos subsequentes, e de forma às vezes tão marcante que tais efeitos acabam por cristalizar-se em conceitos, enunciados ou dogmas dos quais comumente se perdem as origens.

É o caso, por exemplo, da ideia de “homem”:
Quando, ou melhor, desde quando, aquele apavorado "saquinho de ossos" passou a ser uma peça tão extraordinariamente fundamental no sistema de compreensão das facetas da realidade? Realidade, observe-se, que não envolve apenas "aquilo que é materialmente real", mas também as sensações, emoções, intuições, reflexões que dentro do que entendemos por realidade se expressam justamente através desse homem.

O ser humano passou a fazer sentido no momento em que – em um surto de epifania – realizou que se aos deuses cabia a administração das coisas do além, ninguém de fato tomava conta daquelas do aquém. Estava passando a idade do domínio pelo bastão e pela cruz (pelo menos na Europa, recomeçando além dos grandes mares), e chegando o tempo em que o dinheiro e a diplomacia pareciam ser suficientes – mesmo embora com saudades sinistramente frequentes do bastão, pois a guerra era um negócio e tanto.

Nesse processo de transformação, Florença foi apenas uma etapa - ainda que importante e de certo não a mais edificante -, mas é ali que entre Médici e Strozzi, Guelfos e Gibelinos, República e Senhoria, Deus virou moeda e a moeda virou divindade.

Aquilo que ninguém sequer imaginava aconteceu enfim: o impossível tornou-se real.

E nas Artes? Afinal é disso que deveríamos estar falando...

Nas Artes a chegada do impossível passou por quatro momentos cruelmente concretos: um "buraco" no topo de uma catedral de Florença que ninguém sabia como fechar; um enorme bloco de mármore abandonado nas dependências dessa mesma catedral, que continha um gigante que só o gênio de um tal Buonarroti poderia libertar; o imenso teto branco de uma capela romana que levava o nome do Papa que a edificou: Sisto IV; o olhar vazio de uma jovem florentina, esposa de Francesco del Giocondo, a quem somente um grande homem soube dar vida, transformando-a no ícone mais pop de toda a História da Arte. -

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